EGO UEC – Confira entrevista exclusiva com Alex Carvalho, autor de Amor Para Dar – próxima radionovela do projeto + Fotos

Em breve estreia Amor Para Dar, a nova (as más línguas dizem ser também a última) radionovela do Universitária em Cena. Quem acompanha a gente por aqui, deve saber que a trama gira em torno de uma história turbulenta envolvendo homofobia.

No olho do furacão, Vladson e Bruno – dois amigos de longa data que acabam de cometer o que possivelmente é o maior erro da vida de ambos. Como mãe que é mãe toma as dores do filho, você também vai conhecer a batalhadora Nadiane e sua patroa, a nada simpática Olegária que não mede escrúpulos ao passar a mão na cabeça de Bruninho.

O babado, a confusão e a gritaria também deve agitar uma ala enorme do Hospital Shonda Graça. O nome da clínica é uma homenagem do autor da novela, Alex Carvalho, a Shonda Rhimes, roteirista responsável pelo mega sucesso Grey’s Anatomy, seriado preferido de Alex. Em entrevista para o nosso blog, o jovem roteirista de apenas 24 anos fala um pouco sobre o novo trabalho, inspirações e amores.

UEC: De onde vem o interesse em escrever roteiros?

ALEX: Desde pequeno. Lembro que minha brincadeira favorita era criar história com meus bonecos, com meus brinquedos. Por ter uma formação religiosa, eu passei uma época muito intrigado com histórias bíblicas: Sansão e Dalila, José do Egito, e perceber como mensagens são passadas através de narrativas, morais da história mesmo, como nas fábulas. Com o passar do tempo descobri a televisão, e virei um viciado em novelas com “Mulheres Apaixonadas”, do Manoel Carlos. Mas foi com os seriados americanos que eu realmente decidi que gostaria de criar histórias, e viver disso.

UEC: Suas histórias são baseadas no seu lado pessoal ou na sua visão crítica do mundo?

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Vai um bom vinho? O autor prefere os tintos.

ALEX: Acho que pra um roteirista tudo é válido, em alguns trabalhos eu busquei mais o meu lado pessoal, mas esse, talvez por ser tão próximo do meu universo, eu busquei certa distância. Minha inspiração veio muito das notícias: o número de casais gays que se separaram depois da legalização do casamento homossexual; o aumento vertiginoso das denúncias dos chamados crimes de ódio; a atuação de políticos como a Érika Kokay e o Jean Wyllis em promover melhorias a população homossexual no país; o aumento da bancada religiosa que busca justamente o oposto dessas conquistas. Talvez o fato que me seja mais próximo, além da homossexualidade, óbvio, é ter um hospital como cenário principal, tanto por ser filho de enfermeira, quanto por ser fã de seriado médicos. Todo roteiro, toda a história, sempre tem um pouco do seu autor nela.

UEC: Qual sua maior inspiração ao escrever Amor para Dar?

ALEX: Primeiramente eu quis tentar subverter alguns estereótipos, alguns clichês do gênero folhetim: a Érica, mocinha da nossa trama, não tem um par romântico, uma história romântica de fundo. Ela encarna a jornada do herói: uma mulher que tem um objetivo e quer fazer justiça. Por outro lado, temos os únicos envolvimentos românticos da trama com personagens gays; seja de uma maneira saudável, com o Caio e o Roberto; seja de uma forma mais doentia, como Vladson e o Bruninho. Outra inspiração foi essa nova classe média, que bate panela, e vive a base de uma meritocracia. A nossa vilã, a Maria Olegária, por mais que o filho tenha atitudes péssimas, ela sempre o defenderá por achar que o Bruninho não merece passar por coisas ruins. É aquela superproteção que, em vez de educar, acaba construindo cidadãos com ideias e pensamentos distorcidos.  E um outro ponto, eu quis fazer que nossos personagens principais fossem excelentes profissionais: o Caio, a Érica e a Letícia, mesmo tendo valores e ideias muito diferentes entre si, são excelentes médicos. Assim como a Nadiane é uma excelente doméstica, e o Leonardo, promotor público. Gosto dessa valorização do trabalho dos personagens, pois acho que acaba aproximando ainda mais com o público, são pessoas que vivem problemas, mas ainda assim tem um mundo todo para cuidar.

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Nas horas vagas, Alex gosta de curtir uma piscina e tomar um sol.

UEC: Numa sociedade que ainda é considerada intolerante em relação aos gays, como você acha que Amor para Dar será recebida pelo público?

ALEX: Por ser uma radionovela, acho que o público aceitará mais facilmente a temática. O drama do Caio, o personagem que sofre o ataque homofóbico que desencadeia toda a trama, apesar de presente e pertinente, não é vivido em tempo real, tudo é muito oral. E por não termos a imagem, o relacionamento gay é mais verbalizado do que vivido por ações. Beijos, carinhos, essas coisas que costumam afastar o público, não são possíveis no formato a radionovela, então acho que a absorção da história será muito mais fácil.

UEC: O que o público pode esperar deste novo projeto do Universitária em Cena?

ALEX: É um projeto muito bonito, queremos com esse trabalho esclarecer um pouco conceitos como crime de ódio, homofobia e sua criminalização, mas ao mesmo tempo estamos tentando contar uma boa história. Uma história de justiça, uma história de amor de uma irmã pelo irmão. Esperamos que o público seja tocado por isso, e se emocione através dessa história.

Bate bola jogo rápido:

Um lugar?

Qualquer um que tenha torrent ou Netflix.

Uma palavra?

Esperança

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Estudante exemplar, Alex tirou um invejável 9,5 em seu projeto experimental de conclusão de curso – um roteiro de seriado para TV – obtendo assim, o título de Bacharel em Rádio, TV e Internet pela Universidade Federal de Pernambuco.

Um seriado?

São tantos, mas “Grey’s Anatomy”, com certeza na frente.

Um professor que marcou a sua vida?

Diria que Carolina Dantas.

Um amor?

Mamãe.

Um amigo ou amiga?

Fernanda Soares, minha melhor amiga.

Uma música?

“How to Save a Life”, do The Fray

Um ano da sua vida?

2015.

Uma cor?

Cinza.

Um ator ou atriz?

Eu não tenho atores favoritos, mas as duas últimas interpretações que mexeram comigo foi o Vicent D’Onofrio e a Ayelet Zurer, respectivamente o Senhor do Crime e a Vanessa da série “Demolidor”. Woody Harrelson também é um ator que gosto.

Uma linha de ônibus?

Dois Irmãos (Rui Barbosa)

Um livro?

“Deixa Ela Entrar”, do John Ajvide Linqvist

Um autor?

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Para o autor, uma das suas maiores inspirações é Shonda Rhimes, criadora do seriado Grey’s Anatomy.

Se puder citar um roteirista, Shonda Rhimes

Se o mundo acabasse daqui a 15 minutos, o que você faria?

Ligaria pra as pessoas que amo, pra dizer que as amo.

Se você soubesse que iria viver pra sempre a partir de agora, o que você faria?

Ficaria deprimido, não saberia o que fazer com tanto tempo.

Se você não fosse você, quem você seria?

Alguém normal, hahaha. Talvez um cirurgião pediátrico.

Se você pudesse escolher um desses treinadores, quem você escolheria: Shakira, Christina Aguilera, Gwen Stefani ou Adam Levine?

Gwen Stefani.

Marieta Severo ou Marília Gabriela?

Marília Gabriela

Rádio, TV ou internet?

TV

Qual o resultado da expressão: 15 x 2 – 30 ÷ 3 + 7

27.

Bom, agora é só aguardar a estreia de Amor Para Dar,  a trama ainda não tem data de lançamento mas assim que tudo estiver pronto, nós avisamos por aqui mesmo. Quer falar com o autor e pedir dicas, conselhos e enviar dúvidas? Basta mandar um e-mail para  alex.deolicarvalho@gmail.com.

por universitariaemcena

Em votação histórica, Irlanda aprova casamento gay

postado por Emmanuel Guimarães

Informações da BBC Brasil – 23/Maio/2015

A Irlanda aprovou, na tarde deste sábado, a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com o resultado confirmado, o país, que tem forte tradição católica, se tornou o primeiro a legalizar a união por voto popular.

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População comemorou no centro de Dublin a vitória do ‘sim’; homossexualidade era crime no país até 1993

Uma multidão se reuniu no centro da capital Dublin para acompanhar a contagem dos votos – e casais começaram a celebrar e a se beijar à medida que os resultados mostravam a vitória do “sim”.

Mais de 62% dos eleitores votaram a favor de uma mudança constitucional para permitir que casais gays possam se casar.

Ativistas pró-casamento gay disseram que esse é um dia histórico para o país onde a homossexualidade era crime até 1993.

Políticos gays, incluindo ministros, que lideraram campanhas pela causa disseram que o resultado marca uma mudança de geração em um país que era conservador.

“Somos um pequeno país com uma grande mensagem para o mundo”, disse o primeiro-ministro Enda Kenny.

Mais de 3,2 milhões de pessoas foram às urnas – muitos irlandeses que não moram no país voltaram só para participar da votação.

Segundo o correspondente da BBC na Irlanda Chris Bukler o clima no Castelo de Dublin, onde milhares de pessoas se reuniram para acompanhar a apuração, se parecia mais com o de um festival do que de um referendo.

Batalha

Representantes da campanha do “não” reconheceram a derrota no plebiscito.

O arcebispo católico de Dublin, Diarmuid Martin, disse que o referendo era uma afirmação dos jovens e que, agora, a igreja tem “uma imensa missão diante de si”.

“Eu acho que a igreja precisa fazer uma revisão da realidade”, disse o líder religioso.

“Eu fico feliz de ver como os gays e lésbicas estão se sentindo hoje, pelo fato de que isso seja algo que enriquece a maneira como vivem. Eu acho que é uma revolução social.”

David Quinn, do Instituto Iona, um grupo católico, disse que foi “obviamente uma vitória muito impressionante do ‘sim'”.

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País pode ser o primeiro no mundo a aprovar casamento gay por voto popular

“Obviamente há um certo grau de decepção, mas sou filosófico sobre o resultado”, disse ele ao canal irlandês RTE.

“Era uma batalha difícil – havia muito menos organizações no lado do ‘não’, enquanto todos os grandes partidos políticos apoiavam o ‘sim’ etivemos grandes corporações vindo a público pela primeira vez para dizer como deveríamos votar em um assunto particular”, afirmou.

Avalanche

O ministro da Igualdade, Aodhan O Riordain, disse no Twitter: “É isso. Urnas chaves já foram abertas. Deu sim. E foi uma avalanche em Dublin. Estou tão orgulhoso de ser irlandês hoje.”

O ministro da Saúde, Leo Varadkar, que no início do ano foi o primeiro ministro na história da Irlanda a se assumir abertamente como gay, disse que a campanha foi “quase uma revolução social”.

Nas urnas, os eleitores tiveram que responder se concordavam com a frase “O casamento pode ser contraído de acordo com a lei por duas pessoas, sem distinção do seu sexo

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                             Contagem dos votos foi iniciada na manhã de sábado

Em 2010, o governo aprovou uma lei de união civil que deu reconhecimento legal a casais gays.

Mas há diferenças entre união civil e casamento. A principal delas é que o casamento é protegido pela Constituição, enquanto a união civil não é.

Na Irlanda, qualquer emenda constitucional tem de ser aprovada pelo Parlamento e levada à votação popular.

Igreja

Mesmo com a medida aprovada, as igrejas católicas ainda vão poder decidir se celebram este tipo de casamento.

O líder da Igreja Católica na Irlanda, Eamon Martin, disse que a igreja poderá analisar se continuará a fazer a parte civil da cerimônia se a mudança for aceita.

Atualmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 20 países do mundo, inclusive no Brasil.

Link da Matéria

por universitariaemcena

Depois do sucesso “Cicatrizes da Paixão”, o Universitária em Cena prepara mais uma trama

por Emmanuel Guimarães

Após o sucesso estrondoso que foi a radionovela Cicatrizes da Paixão, vem aí Amor para Dar. A nova radionovela traz à tona uma discussão em torno da homofobia, do amor entre pessoas do mesmo sexo e os joguinhos de uma mãe que não mede esforços para proteger o filho de uma barbaridade que ele cometeu. Curiosos? Amor para Dar é escrita por Alex Carvalho e deve estrear em breve aqui no blog.

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por universitariaemcena